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Paulo Schonenberg profere o seu discurso na abertura do 3º Encontro ANFIDC.

Paulo Schonenberg traz sua mensagem ao 3º Encontro ANFIDC

No 3º Encontro Nacional ANFIDC 2018, realizado em setembro, em São Paulo, o presidente da ANFIDC, Paulo Schonenberg, falou em seu discurso sobre informações e iniciativas importantes desenvolvidas pela Associação, além de dados relevantes do mercado de FIDCs Multicedentes e Multissacados.

Publicado em: 28 de Setembro de 2018

Leia um trecho do discurso do presidente da ANFIDC, Paulo Schonenberg:

“Precisamos ter um olhar à frente!

Cada dia mais, no mercado financeiro, os FIDCs Multicedentes Multissacados têm chamado atenção dos investidores.  Tornaram-se uma alternativa de investimento muito apreciada pela relação risco x retorno.  Para se ter uma ideia, o crescimento do Patrimônio Líquido – PL dos FIDCs de 2017 foi de foi de 34%, comparado com 2016.

Nos primeiros oito meses do ano, o PL cresceu 14%, se comprado com dezembro 2017.  E nos últimos três anos, o crescimento foi bastante expressivo, apesar das dificuldades econômicas.

Ao mesmo tempo, os FIDCs têm dado grande contribuição ao mercado como uma alternativa de crédito. As pequenas e médias empresas representam hoje 90% dos clientes dos fundos. E, mais recentemente, os FIDCs já compõem 10% das empresas de grande porte.

Além disso, as empresas de rating têm feito uma boa avaliação do produto e a atividade é fiscalizada por diversas instituições, inclusive pelo órgão regulador maior, a Comissão de Valores Mobiliários, a CVM, onde a ANFIDC promoveu, neste último ano, uma aproximação institucional importante.

É exatamente isso que queremos propagar: os FIDCs como uma excelente opção de investimento e suas vantagens para o mercado, empresas, gestores e investidores, entre outros.

Na ANFIDC, temos o forte propósito de promover o desenvolvimento dos FIDCs, contribuir para o aumento do volume de negócios, dar ressonância aos interesses do setor e seus profissionais, dar visibilidade à qualidade e à transparência das operações, reforçar a credibilidade dos fundos, de forma a garantir a confiança do mercado e dos investidores no produto.

Estamos comprometidos com o fortalecimento do setor e incumbidos para incentivar a modernização da indústria, compartilhar experiências, ouvir os anseios do setor e buscar o melhor para os nossos associados e ajudar a solidificar os fundos.

Em consequência disso, tivemos sucesso em várias iniciativas. Vou citar aqui apenas três entre as diversas ações:

  1. Atuação junto ao poder legislativo com destaque para o projeto de lei de duplicatas eletrônicas, recentemente aprovado pela Câmara.
  2. Manutenção do diálogo constante com a CVM, levando sugestões à Comissão, no amplo projeto para redução do “Custo de Observância”.  Assim como, apresentamos sugestões para melhoria da nova ICVM 356, cuja audiência pública será em breve.
  3. Aproximação com a Anbima, ampliando o diálogo, de forma a atuarmos juntos em temas pertinentes às duas associações, contando com a presença de nossos diretores em comitês da entidade.

Esses resultados têm trazido vitalidade à ANFIDC. Dos 271 fundos multicedentes e multissacados existentes no país, a ANFIDC agrega 119, representando cerca de 45% do universo atual.

Em termos de Patrimônio Líquido – PL, a ANFIDC representa 70% de todo o universo dos FIDCs Multicedentes e Multissacados, totalizando um PL de R$ 17,5 bilhões.

Isso demonstra o reconhecimento de nossa responsabilidade pela melhoria de resultados e pela busca de situações mais produtivas para o segmento.”

Após os painéis de debates – “Os impactos da revisão da Instrução CVM 356” e “Os avanços do mercado para mitigar os riscos e custos nos FIDCs Multicedentes Multissacados” –, o jornalista Merval Pereira falou sobre os aspectos políticos previstos para o próximo ano e o economista Roberto Padovani apresentou o cenário econômico de 2019.

Carlos Augusto Lopes (Uqbar), Daniel Doll (Socopa), Rubens Vidigal (PVG Advogados), Ricardo Mizukawa (Anbima) e Bruno Gomes (CVM) debatem “Os impactos da revisão da Instrução CVM 356”.
Carlos Augusto Lopes (Uqbar), Daniel Doll (Socopa), Rubens Vidigal (PVG Advogados), Ricardo Mizukawa (Anbima) e Bruno Gomes (CVM) debatem “Os impactos da revisão da Instrução CVM 356”.