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Imagem de Burak K, no Pexels.

O que esperar no mercado de FIDCs em 2020?

Publicado em: 31 de Janeiro de 2020

A expectativa para o próximo ano no mercado de FIDCs Muticedente e Multissacado é promissora, considerando, em especial, cinco fatores: a manutenção da elevada taxa de crescimento anual da carteira de direitos creditórios superior à taxa de crescimento do crédito bancário; o amadurecimento dos principais players no mercado de cessão de crédito, seja: custodiante, gestor, administrador, auditor de lastro/contábil, consultor de crédito e da registradora de ativos financeiros; o elevado investimento em tecnologia, já que as análises de crédito acontecem com uma velocidade sem precedentes; a participação ativa dos órgãos regulador (CVM – Comissão de Valores Mobiliários) e auto-regulador (Anbima); e a calibragem da legislação vigente para a constituição e funcionamento dos FIDCs, alinhada à Lei da Liberdade Econômica.

Nesse cenário, os FIDCs encontram espaço para se consolidarem cada vez mais e representarem uma ótima opção de tomada de crédito, em um contexto no qual as vantagens competitivas precisam ser renovadas constantemente para garantir a solidez dos negócios com o capital circulante.

Desde 2016, a taxa de crescimento do mercado de FIDCs vem superando a de crédito bancário, e isto reflete a capacidade do mercado de FIDCs em atender de forma diversificada e customizada as demandas típicas das empresas. A expectativa para 2020 não é diferente.

O mercado de fomento de crédito empresarial passa por constantes aperfeiçoamentos em meio a diversificação dos serviços financeiros, como a flexibilização no formato de atendimento, aliado a tecnologias que geram agilidade e previsibilidade do negócio. Estes pontos são os principais agentes de mudança do sistema tradicional, que geram cada vez mais oportunidades para que fintechs e Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) acirrem a concorrência e ofereçam serviços alternativos aos bancos.

A evolução do sistema financeiro é um reflexo não só das necessidades dos clientes, mas também, do hiato gerado em um cenário onde a competição é estimulada em termos de novas ideias, conceitos e condições de tomada de crédito pelas empresas. Ou seja, a dinâmica de captação de recursos dos investidores e a concessão de crédito por parte das instituições financeiras tradicionais é alterada em novos modelos de negócio, como os FIDCs, que tem os recursos de seus acionistas e investidores como fonte de antecipação de recebíveis.

No Brasil, embora os FIDCs ainda tenham uma pequena parcela de participação no mercado de fundos, o instrumento de securitização vem ganhando cada vez mais espaço e trafega em um cenário mais que favorável para que deslanche expressivamente em 2020.

Everaldo Moreira, sócio fundador da One7

As opiniões emitidas neste artigo são de responsabilidade dos seus respectivos autores, não exprimindo, necessariamente, a opinião da ANFIDC