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Foto de Lukas no Pexels

FIDCs se destacam na crise e devem crescer em 2021

Por Luis Eduardo da Costa Carvalho, presidente da ANFIDC

Publicado em: 9 de Dezembro de 2020

A indústria dos FIDCs multicedentes e multissacados surpreendeu positivamente em 2020, apesar dos solavancos que a saúde mundial passou e, arrastou consigo a economia global por conta da pandemia de COVID-19, que ainda enfrentamos. Apesar do momento conturbado, os dados do mercado de FIDCs são positivos. Inclusive, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários), órgão regulador da indústria, reconhece que estamos passando pela tempestade de forma muito tranquila.

Muito se deve também, ao fato de logo no início da pandemia, o governo ter tido a coragem de tomar a iniciativa de que os títulos fossem prorrogados. O fato ajudou ao comércio e à indústria a enfrentarem a enorme paralização da atividade econômica em praticamente todo o Brasil. A CVM agiu rápido com algumas regras, as administradoras se adaptaram e, fomos abençoados com prorrogações em volume menor do que o esperado, o resultado foi bastante positivo para o setor.

Ao que tudo indica, o pior já passou e, o Brasil caminha rumo à retomada da atividade econômica e um crescimento importante no próximo ano. As primeiras projeções dos analistas mostravam que o PIB brasileiro recuaria algo em torno de 10% esse ano. Contudo, a projeções se mostraram pessimistas em excesso e a queda deve ser cerca de metade disso, entre 4 e 5%. O que mostra que a retomada pode ser robusta em 2021. Precisamos nesse momento de uma força-tarefa em favor do Brasil entre governo federal e poder legislativo para que as reformas saíam do papel. Assim, o Brasil ganha credibilidade e consegue atrair o investir, mostrando que está disposto a trazer o necessário ajuste fiscal de volta ao caminho que, pré-pandemia, estava traçado com sensatez.

Para a indústria de FIDCs, uma atividade econômica robusta e crescente é fundamental, pois atrai o crédito.  Se o Brasil crescer, o crédito cresce junto e, dependendo do setor da economia que puxar o crescimento, o crédito pode crescer até mais.

Para nos deixar mais otimista, temos visto os órgãos regulatórios, como CVM e Banco Central, dispostos a criar mecanismos que auxiliem e oxigenem o mercado, o que tem alto poder de impulsionar ainda mais o setor. Podemos ter o cenário perfeito: a combinação do crescimento da atividade econômica com a melhoria do marco regulatório.

A própria regulamentação do Mercado de Duplicatas Eletrônicas que, na prática, deve trazer resultados apenas a partir de 2021, vai trazer mais liberdade, menor risco, concorrência e, crédito mais barato. Fatos que vão impulsionar ainda mais o setor.

 

Associação Nacional dos Participantes em Fundos de Investimento em Direitos Creditórios Multicedentes e Multissacados