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Foto de Tuur Tisseghem no Pexels

Webinar ANFIDC sobre PIX

PIX ainda é discreto no mercado de crédito, mas plataforma promete ser promissora.

Publicado em: 2 de Dezembro de 2020

Lançado no dia 16 de novembro, o PIX vem sendo apontado por alguns especialistas como uma verdadeira revolução no sistema bancário. Para outros, será apenas mais um meio de pagamento. Esse debate permeou o webinar promovido no último dia 2 de dezembro pela ANFIDC.

Na abertura do webinar, Luis Eduardo da Costa Carvalho, presidente da ANFIDC, agradeceu aos participantes e falou sobre a importância da chegada do Pix ao mercado financeiro. “Esta plataforma, que já está no mercado tem pouco mais de 16 dias, veio para revolucionar a forma como as pessoas realizam suas compras e seus pagamentos. Essa inovação vai na mesma linha do SPB, o Sistema de Pagamentos Brasileiro, algo que um país como os EUA, por exemplo, ainda está longe de ter. Estamos vivendo uma revolução do mercado financeiro tanto na área de crédito quanto nos investimentos”, disse.

Gustavo Bentemuller, Head de vendas do Santander, falou sobre como surgiu a ideia da plataforma e os motivos que levaram à sua criação. “Em 2018, o BC decidiu retomar e liderar um projeto de arranjo de pagamentos e foi assim que surgiu o Pix, que veio para unificar tudo em uma plataforma única, aberta e controlada”, disse. “O Pix não vem para substituir o TED e o DOC, mas para se juntar a estes documentos. É natural, no entanto, que venha a substituir, mas os principais objetivos dele são promover inclusão digital e bancarização da população, oferecer eficiência e competitividade ao mercado de pagamentos e facilitar as operações.”

Segundo ele, alguns itens ainda não fazem parte do Pix, a exemplo do DDA (Débito Direto Autorizado). “Por isto o boleto ainda é necessário para quem quer fazer o agendamento de pagamentos. Estas coisas ainda serão implementadas aos poucos para uma total integração das plataformas de cada um”, completa.

Bentemuller ainda falou sobre a segurança do sistema do Pix. “Todo o sistema é monitorado e todos os envolvidos nesta transação são informados sobre o processo, quem está pagando, quem está recebendo e o próprio Banco Central. Com isto, os vários sistemas antifraude funcionam integrados e, em caso de qualquer problema, a operação é suspensa. Tudo isto dentro daqueles 10 segundos no qual demora uma transferência”, explicou.

Para Fábio Demétrio, head de relacionamento do Santander, os administradores de fundo ainda estão procurando as melhores formas de operações após a implantação da plataforma. “Lembrando que quanto maior a velocidade, maior é a demanda. Então, estamos trabalhando com nossos clientes para fornecer um serviço de qualidade. Também precisamos repensar mudanças no processamento, uma vez que todas as transações serão instantâneas e o tempo todo, 24 horas por dia e 7 dias por semana”, ponderou.

Sobre o funcionamento do Pix, com relação às transações entre as empresas financeiras, CEO da BMP Money Plus, afirmou que, num primeiro momento, nada vai mudar. “Enquanto a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) não alterar as regras, vamos continuar operando dentro do horário bancário”, esclareceu. “Agora, uma dúvida, é com relação a funcionalidade. A principal vantagem que enxergo neste primeiro momento é a identificação de todos os envolvidos na transação, facilitando na hora de emitir uma certidão. Mas o que o Pix vai trazer, e o que vai possibilitar em termos de inovação, isto sim é o que será a verdadeira revolução”, completou.

 

Associação Nacional dos Participantes em Fundos de Investimento em Direitos Creditórios Multicedentes e Multissacados